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Projeção da TUST por Ponto de Conexão

há 15 horas
9 min de leitura

Saiba quanto o custo de uso da transmissão pode representar no seu projeto ao longo de todo o contrato — antes de fechar o preço, escolher a conexão ou tomar a decisão de investimento.




Em projetos de geração e armazenamento, conhecer a TUST vigente é relativamente simples.


A questão mais difícil é outra:


Quanto esse mesmo ponto de conexão poderá custar ao longo dos próximos 10, 15 ou 20 anos?


Essa pergunta ganha importância quando a tarifa de uso da transmissão precisa entrar na formação de preço de um leilão, de um PPA de longo prazo, de uma aquisição ou do modelo econômico-financeiro de um novo empreendimento.


Uma prática comum é partir da tarifa atual e aplicar uma taxa de crescimento ao longo do contrato.


O problema é que a TUST não se comporta simplesmente como um preço corrigido por um índice.


A configuração da rede muda. A receita das transmissoras muda. O montante de geração e carga que participa do rateio muda. E a própria regulação estabelece mecanismos que limitam a trajetória da tarifa entre ciclos.


Por isso, duas barras que hoje possuem tarifas semelhantes podem apresentar trajetórias diferentes no futuro.


Foi para transformar essa incerteza em uma premissa mais estruturada para decisões de investimento que a ePowerBay desenvolveu o Estudo de Projeção da TUST por Ponto de Conexão.


Mais do que saber a TUST de hoje. É preciso entender sua trajetória.


A TUST é determinada individualmente para os diferentes pontos da Rede Básica.

Seu valor resulta da aplicação da metodologia tarifária sobre uma configuração de rede, receitas e premissas específicas de cada ciclo.


Isso significa que projetar o custo de transmissão de um empreendimento exige olhar para aquilo que acontecerá naquele ponto de conexão, e não apenas aplicar uma taxa genérica sobre a tarifa vigente.


Entre os fatores que podem alterar essa trajetória estão:


  • entrada de novas linhas e subestações;

  • mudanças na configuração e nos fluxos da rede;

  • evolução da Receita Anual Permitida das transmissoras;

  • alterações nos montantes de geração e carga que participam do rateio;

  • expansão da geração em diferentes regiões;

  • aplicação da envoltória tarifária;

  • regime tarifário específico aplicável ao empreendimento.


Em outras palavras:

A TUST atual é apenas o ponto de partida. Para decisões de longo prazo, interessa entender como esse custo pode evoluir ao longo do contrato.

Por que simplesmente corrigir a TUST por um índice pode distorcer a projeção?


Quando uma tarifa atual é corrigida anualmente por uma taxa fixa, parte-se implicitamente da premissa de que sua evolução seguirá uma trajetória relativamente uniforme.


Mas o cálculo da TUST depende de variáveis que podem mudar de maneira diferente a cada ciclo.


A rede muda


Novas linhas de transmissão, subestações e reforços alteram a configuração elétrica utilizada no cálculo.


Uma expansão distante geograficamente do empreendimento também pode modificar fluxos e influenciar o resultado tarifário de determinadas barras.


A receita muda


A receita a ser recuperada através das tarifas de transmissão também evolui ao longo do tempo.

Consequentemente, muda o montante que precisa ser distribuído entre os usuários da rede.


O rateio muda


A distribuição desse custo depende também dos montantes de geração e consumo considerados em cada ciclo.

A entrada ou saída de grandes volumes pode alterar a participação relativa dos diferentes pontos.


Existe a envoltória tarifária


Além da tarifa resultante do cálculo da barra, existem mecanismos regulatórios que condicionam a transição da tarifa entre ciclos.


Na prática, a tarifa efetivamente aplicada pode não acompanhar imediatamente toda a variação indicada pelo cálculo da barra.


É por isso que uma projeção de longo prazo precisa acompanhar a mecânica tarifária ciclo a ciclo, e não somente aplicar uma taxa sobre o valor atual.



Como funciona a Projeção da TUST da ePowerBay


O estudo parte do ponto de conexão específico do empreendimento.


A ePowerBay utiliza o programa Nodal e as bases publicadas para os ciclos disponíveis, reproduzindo a metodologia aplicável à formação tarifária e verificando os resultados ao nível das barras analisadas.


A partir daí, construímos a trajetória da tarifa ao longo do horizonte disponível.


O trabalho é estruturado em cinco etapas:


1. Identificação do ponto de conexão

O primeiro passo é localizar corretamente a barra nas diferentes bases utilizadas no horizonte do estudo.


São analisados, entre outros aspectos:

  • subestação;

  • barramento;

  • nível de tensão;

  • identificação da barra nas bases;

  • regime tarifário aplicável;

  • características específicas da conexão.


Essa etapa é especialmente importante porque pequenas diferenças na identificação do ponto podem levar à análise de uma barra diferente daquela efetivamente relacionada ao empreendimento.


2. Levantamento das bases publicadas

São organizadas as informações correspondentes aos ciclos tarifários disponíveis e às bases prospectivas aplicáveis.


Entre os parâmetros considerados estão informações relacionadas à rede, receitas e demais premissas necessárias para a simulação.


A organização dessas bases permite observar como o sistema considerado no cálculo evolui ao longo do horizonte.


3. Simulação no programa Nodal

Com as bases estruturadas, a ePowerBay realiza as simulações ciclo a ciclo utilizando o programa Nodal.


Os resultados são então confrontados com os dados publicados, permitindo uma validação das barras antes de sua utilização na projeção.


Esse processo é particularmente importante porque o objetivo do estudo não é simplesmente extrair uma tarifa de uma tabela.


É compreender a trajetória daquele ponto.


Até onde existe uma configuração publicada para a rede?


Essa é uma das distinções mais importantes do estudo.


O horizonte de um contrato pode ser maior do que o horizonte para o qual existem configurações de rede publicadas que permitam reproduzir a simulação da mesma maneira.


Por isso, a projeção separa claramente dois períodos:


Horizonte com bases disponíveis

Enquanto existe uma configuração de rede publicada aplicável ao ciclo analisado, a trajetória é construída através das simulações correspondentes.


Horizonte posterior

Depois do último período disponível para simulação dessa forma, passa-se para uma projeção por cenários.


Essa separação evita transformar uma premissa de longo prazo em algo que pareça possuir o mesmo grau de fundamentação de uma simulação baseada em uma rede publicada.


Onde termina a base disponível, começam os cenários. E essa fronteira precisa estar clara para quem vai utilizar o número no modelo financeiro.

Depois do horizonte disponível: cenários, não um número isolado


Um contrato pode continuar por vários anos depois do último ciclo que pode ser simulado com as configurações disponíveis.


Nessa etapa, a ePowerBay não apresenta uma única trajetória como se ela fosse determinada.


São elaborados cenários de extrapolação, acompanhados das respectivas premissas.

O cliente recebe as taxas utilizadas de forma aberta na planilha e pode avaliar alternativas e sensibilidades.


Assim, em vez de responder apenas:

“qual será a TUST em determinado ano?”


o estudo permite responder uma pergunta mais útil para uma decisão de investimento:

“qual faixa de custo de transmissão é razoável considerar e quais premissas explicam essa faixa?”


Três informações diferentes que precisam ser Acompanhadas


A análise também distingue elementos que muitas vezes aparecem misturados em uma projeção simplificada.


Tarifa da barra

Representa o resultado correspondente à barra nas condições consideradas para aquele ciclo.


Limites da envoltória

Representam os limites associados à transição tarifária de um ciclo para outro, conforme o regime aplicável.


Tarifa aplicada

É a tarifa resultante da aplicação das regras pertinentes ao ponto.

A planilha entregue pela ePowerBay mantém essas informações separadas ao longo da série.


Isso permite compreender não apenas quanto a tarifa varia, mas também por que determinada trajetória aparece no estudo.



O diferencial está em transformar a tarifa em uma premissa de decisão


Uma projeção de TUST não tem valor apenas porque gera uma série de números.

Ela precisa ser utilizável pela equipe que está decidindo o preço, o investimento ou a localização do projeto.


É por isso que o estudo combina a simulação tarifária com outras informações já estruturadas pela ePowerBay sobre pontos de conexão e Rede Básica.


A plataforma da ePowerBay reúne informações sobre subestações, barramentos, projetos conectados, capacidades, expansão da rede e valores de TUST/D, o que permite inserir a análise tarifária em um contexto mais amplo da conexão estudada.


Essa combinação permite ir além de uma série temporal.


É possível, por exemplo, comparar o comportamento do ponto com conexões próximas e investigar se uma trajetória observada é específica daquela barra ou faz parte de um movimento regional.

O resultado deixa de ser apenas uma projeção tarifária e passa a ser uma leitura do custo de conexão ao longo do desenvolvimento econômico do projeto.

Comparar pontos de conexão pode mudar a decisão


Imagine dois pontos tecnicamente possíveis para um mesmo empreendimento.

No ciclo atual, o Ponto A pode apresentar TUST menor do que o Ponto B.

Uma análise limitada ao valor vigente poderia indicar imediatamente o Ponto A.

Mas, quando as trajetórias futuras são consideradas, a situação pode mudar.


A expansão prevista da rede, a evolução dos montantes e a própria dinâmia tarifária podem fazer com que:


  • a diferença desapareça;

  • as tarifas se aproximem;

  • ou a relação entre os dois pontos se altere ao longo do contrato.


Por isso, para decisões locacionais, a pergunta mais relevante nem sempre é:

“qual ponto tem a menor TUST hoje?”

mas:


“qual ponto apresenta a trajetória de custo mais adequada ao meu projeto durante o período em que esse custo realmente será suportado?”

Onde essa análise pode ser utilizada


A Projeção da TUST pode apoiar diferentes decisões ao longo do ciclo de desenvolvimento e investimento.


Formação de preço para leilões

Quando o custo de transmissão precisa ser incorporado à estratégia econômica do empreendimento, a projeção permite substituir uma premissa genérica por uma trajetória específica do ponto.


PPAs e contratos de longo prazo

Projetos com receitas contratadas por muitos anos precisam avaliar também custos que permanecerão ao longo desse mesmo período.


Escolha entre pontos de conexão

Uma comparação de trajetórias pode complementar as análises de margem, infraestrutura, terreno e competição pelo ponto.


Due diligence e M&A

Em operações de compra, venda ou financiamento, a projeção pode ser utilizada para revisar a premissa de TUST adotada no modelo financeiro do ativo.


Planejamento de portfólio

Empresas com diversos projetos podem identificar diferenças tarifárias estruturais entre regiões e pontos de conexão.


Armazenamento de energia

Projetos BESS possuem características próprias de conexão, operação e enquadramento regulatório.


Nesses casos, a leitura do regime aplicável ao ponto precisa acompanhar a projeção numérica.


Para quem é este estudo?


O serviço foi desenvolvido principalmente para empresas que precisam transformar o custo futuro da transmissão em uma premissa econômica antes de comprometer capital ou assumir obrigações de longo prazo.


Entre os principais usuários estão:

  • desenvolvedores de projetos de geração;

  • desenvolvedores de projetos de armazenamento;

  • geradores e grupos de energia;

  • investidores e fundos de infraestrutura;

  • áreas de M&A;

  • equipes de planejamento;

  • equipes regulatórias;

  • áreas de novos negócios e originação;

  • instituições envolvidas em financiamento e due diligence de projetos.


O escopo pode atender tanto à análise de um único ponto quanto a estudos comparativos envolvendo diferentes alternativas de conexão.


O que você recebe


O estudo padrão para um ponto de conexão inclui:


Relatório técnico


Documento contendo:


  • metodologia;

  • premissas utilizadas;

  • caracterização do ponto;

  • trajetória da TUST ciclo a ciclo;

  • interpretação dos principais movimentos;

  • comparação com pontos da região;

  • pontos de atenção regulatórios.


Planilha aberta


Arquivo estruturado para permitir a utilização direta das informações no modelo do cliente, contendo:

  • série por ciclo;

  • tarifa da barra;

  • limites aplicáveis;

  • tarifa projetada/aplicada conforme o regime considerado;

  • cenários posteriores ao horizonte disponível;

  • taxas editáveis;

  • gráficos;

  • indicação das bases utilizadas.


Apresentação dos resultados

A entrega pode ser acompanhada de uma reunião técnica para discussão das premissas, resultados e possíveis aplicações no modelo financeiro do empreendimento.


Uma projeção que pode acompanhar o projeto


A TUST não deixa de mudar depois que o estudo é concluído.


Novos ciclos são homologados, novas bases são publicadas e a própria configuração futura da rede evolui.


Por isso, a análise também pode ser atualizada periodicamente.


A metodologia pode ser aplicada em diferentes formatos:


  • TUST Ponto — análise individual de uma conexão.

  • TUST Comparativo — comparação entre diferentes pontos para apoiar decisão locacional.

  • TUST Cluster — análise de um conjunto de pontos de uma região.

  • TUST Due Diligence — revisão da premissa utilizada em modelos de terceiros.

  • TUST Anual — atualização da projeção após novos ciclos tarifários.

  • Isso permite que uma premissa criada ainda na etapa de desenvolvimento continue sendo acompanhada durante a evolução do projeto.


Da tarifa atual para uma decisão de longo prazo


Projetos de energia são construídos sobre decisões que produzem efeitos durante muitos anos.


A escolha do ponto de conexão, o preço ofertado em um leilão, a assinatura de um PPA ou a aquisição de um ativo podem carregar consigo o custo da transmissão durante grande parte da vida econômica do empreendimento.


Nesse contexto, utilizar somente a tarifa atual pode ser insuficiente.


A Projeção da TUST por Ponto de Conexão da ePowerBay foi desenvolvida para adicionar uma dimensão temporal a essa análise.


Primeiro, simulando a trajetória do ponto com o programa Nodal e as bases disponíveis.

Depois, deixando explícito onde termina esse horizonte e onde começam as premissas e cenários de longo prazo.


E, finalmente, entregando essas informações de forma aberta para que possam ser incorporadas ao modelo financeiro do próprio cliente.


Mais do que conhecer a TUST do seu ponto hoje, entenda como esse custo pode acompanhar o projeto durante todo o contrato.

Quer projetar a TUST do seu ponto de conexão:



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