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Novas usinas renováveis avançam no Nordeste e no Sul

  • há 4 horas
  • 8 min de leitura

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou novas etapas de operação de empreendimentos de geração renovável nas regiões Nordeste e Sul, ampliando a capacidade disponível entre usinas eólicas e centrais geradoras hidrelétricas.

Os atos publicados no Diário Oficial da União envolvem autorizações para operação comercial e operação em teste de unidades localizadas no Rio Grande do Norte, Paraíba, Santa Catarina e Paraná. Somadas, as liberações representam 20,6 MW em novas unidades avançando no processo de entrada em operação.


Entre os principais movimentos está a autorização para operação comercial de três unidades da EOL Ventos de São Rafael 11, empreendimento ligado à Casa dos Ventos, além da entrada comercial de uma unidade da CGH Cachoeirinha. A Aneel também autorizou testes na CGH Paina II e em uma unidade da EOL Ventos de Santa Luzia 17.

As decisões reforçam a continuidade da expansão da geração renovável brasileira, que ocorre de maneira gradual: projetos podem ser anunciados e construídos em grande escala, mas a capacidade efetivamente disponível para o sistema entra de forma progressiva, unidade por unidade, após o cumprimento das etapas técnicas e regulatórias.


Casa dos Ventos avança com novas unidades eólicas


A Aneel autorizou a operação comercial das UG1, UG2 e UG3 da EOL Ventos de São Rafael 11, totalizando 13,5 MW de nova capacidade.


A decisão consta do Despacho nº 3.093, de 11 de agosto de 2026, publicado no Diário Oficial da União, e representa mais uma etapa da expansão da geração eólica no Nordeste.


O empreendimento está localizado na divisa entre municípios do Rio Grande do Norte e da Paraíba, região que concentra alguns dos melhores recursos eólicos do país e possui elevada presença de projetos de geração centralizada.


A entrada de novas unidades reforça a importância de acompanhar os projetos não apenas pela potência total anunciada, mas pelo estágio regulatório e operacional de cada empreendimento.


Grandes complexos podem levar meses ou anos para ter toda a capacidade autorizada em operação comercial. Ao longo desse período, diferentes unidades passam por etapas de construção, testes, liberação e entrada definitiva no sistema.


A Pesquisa de Usinas e Projetos de Geração Centralizada da ePowerBay é especialmente aderente a esse tipo de acompanhamento, pois permite localizar empreendimentos e analisar seus diferentes estágios de desenvolvimento.


Captura de Tela do Mapa da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela do Mapa da Plataforma ePowerBay

Já a Análise Geoespacial da Geração Centralizada complementa essa leitura ao relacionar projetos, localização e infraestrutura elétrica.


Captura de Tela da Ferramenta de Análise por Localização de Geração Centralizada da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela da Ferramenta de Análise por Localização de Geração Centralizada da Plataforma ePowerBay

Operação comercial representa capacidade efetivamente disponível


A autorização para operação comercial é uma das etapas mais importantes do desenvolvimento de um empreendimento de geração.


Ela indica que determinada unidade já passou pelas fases anteriores necessárias e está apta a produzir energia de forma comercial dentro das regras aplicáveis ao setor elétrico.

Esse ponto é relevante porque existe diferença entre capacidade planejada, outorgada, em construção, em teste e efetivamente operativa.


Para análises de mercado, tratar todos esses estágios como equivalentes pode gerar distorções.


Um projeto com centenas de megawatts anunciados não necessariamente contribui integralmente para a oferta naquele momento. A expansão efetiva ocorre conforme as unidades recebem autorização para entrar em operação.


Por isso, acompanhar os despachos da Aneel permite observar com maior precisão o ritmo real de crescimento da matriz.


Na ePowerBay, a Pesquisa de Usinas e Projetos de Geração Centralizada permite aprofundar essa análise, enquanto o Ranking Operacional ajuda a acompanhar ativos que já avançaram para a etapa de geração efetiva.


CGH Cachoeirinha entra em operação comercial


No Sul, a Aneel autorizou a operação comercial da UG01 da CGH Cachoeirinha, localizada em Xaxim, Santa Catarina, com aproximadamente 1,4 MW. A decisão foi publicada por meio do Despacho nº 3.021, de 10 de agosto de 2026.


Embora tenha potência muito inferior à dos grandes complexos eólicos e solares, uma Central Geradora Hidrelétrica possui papel próprio dentro da matriz elétrica.

Esses empreendimentos utilizam recursos hidráulicos de menor escala e podem contribuir para a geração regional, especialmente próximos às redes de distribuição ou a centros de consumo locais.


Individualmente, o efeito sobre a capacidade total do SIN é limitado. Porém, quando analisadas em conjunto, pequenas usinas representam parte importante da diversificação da matriz e da expansão descentralizada da geração.


A autorização da Cachoeirinha mostra que o crescimento da oferta elétrica brasileira não ocorre apenas por meio de grandes parques, mas também por uma sucessão de empreendimentos menores distribuídos pelo território.


Paina II avança para fase de testes


A CGH Paina II, localizada em Castro, no Paraná, recebeu autorização para iniciar operação em teste de sua UG1, com aproximadamente 1,2 MW. O ato consta do Despacho nº 3.020, de 10 de agosto de 2026. A operação em teste é uma etapa anterior à entrada comercial definitiva.


Nesse período, os equipamentos podem ser avaliados em condições reais de funcionamento, permitindo verificar desempenho, sistemas de proteção, comunicação, medição e integração com a rede.


A Aneel mantém procedimentos específicos para a liberação de unidades em teste e para a posterior entrada em operação comercial, exigindo o atendimento a requisitos técnicos e cadastrais antes da mudança de estágio.


Para agentes que acompanham novos projetos, o início dos testes é um indicador importante, porque normalmente sinaliza que a entrada comercial está mais próxima.


Ventos de Santa Luzia 17 também inicia testes


Na Paraíba, a Aneel autorizou a operação em teste da UG1 da EOL Ventos de Santa Luzia 17, com 4,5 MW.


A autorização consta do Despacho nº 3.027, de 10 de agosto de 2026.

O avanço reforça o peso da Paraíba na expansão da geração eólica nordestina, especialmente na região de Picuí, onde diferentes projetos vêm sendo implantados.


Assim como ocorre com outros complexos eólicos, a entrada das unidades acontece progressivamente.


Cada aerogerador ou conjunto de unidades pode avançar entre construção, testes e operação comercial conforme as condições técnicas e regulatórias são atendidas.


Esse acompanhamento granular é importante para compreender a evolução real do pipeline renovável.


A Análise Geoespacial da Geração Centralizada da ePowerBay pode ajudar a visualizar a concentração desses projetos, enquanto a Pesquisa de Usinas e Projetos de Geração Centralizada permite analisar os empreendimentos individualmente.


Aneel também revoga registro de projeto solar


Além das autorizações operacionais, a Aneel publicou a revogação, a pedido do agente responsável, do registro de requerimento de outorga da UFV Solaris I, projeto solar previsto para Coremas, na Paraíba.


A decisão mostra outro movimento normal do desenvolvimento de projetos de geração: nem todo empreendimento cadastrado ou em fase inicial avança até a construção.


Projetos podem ser retirados do pipeline por diferentes fatores, incluindo estratégia empresarial, condições de conexão, custos, licenciamento, financiamento ou revisão de viabilidade econômica.


Por isso, a quantidade de projetos registrados não deve ser interpretada automaticamente como capacidade futura garantida.


Para investidores e agentes do setor, é importante acompanhar entradas e saídas do pipeline, além das mudanças de estágio.


Essa análise permite separar projetos efetivamente maduros daqueles que ainda dependem de decisões importantes antes da implantação.


Pipeline renovável exige leitura mais detalhada


O conjunto de decisões da Aneel evidencia a dinâmica do pipeline brasileiro de geração.

Enquanto algumas unidades entram em operação comercial, outras iniciam testes e determinados projetos deixam etapas iniciais de desenvolvimento.


Esses movimentos acontecem diariamente e ajudam a construir uma visão mais precisa sobre a expansão da matriz.


Um dos erros mais comuns em análises de capacidade é somar toda a potência anunciada, cadastrada ou outorgada como se ela inevitavelmente fosse chegar ao sistema.


Na prática, há uma taxa natural de desistência, atraso e revisão de projetos.

Por isso, acompanhar o estágio de cada empreendimento é fundamental.


A Pesquisa de Usinas e Projetos de Geração Centralizada da ePowerBay é uma ferramenta particularmente útil nesse contexto, pois organiza dados sobre projetos e ativos em diferentes fases.


Nordeste mantém protagonismo na geração eólica


As liberações das Ventos de São Rafael 11 e Ventos de Santa Luzia 17 reforçam a posição do Nordeste como principal polo de expansão eólica do país.


Rio Grande do Norte e Paraíba concentram condições naturais favoráveis, experiência acumulada de desenvolvedores, infraestrutura associada e uma base crescente de projetos. Essa concentração criou uma cadeia regional relevante de construção, operação, serviços, logística e manutenção.


Ao mesmo tempo, quanto maior a expansão da geração em uma mesma região, maior a importância de analisar conjuntamente a infraestrutura de transmissão e a capacidade de acesso à rede.


O crescimento da oferta precisa ser acompanhado por reforços capazes de transportar a energia produzida para outros pontos do Sistema Interligado Nacional.

Por isso, a análise geográfica de novos empreendimentos deve considerar não apenas o recurso eólico, mas também sua posição em relação a subestações, linhas e demais projetos.


O Mapa Interativo da ePowerBay pode complementar a análise de geração permitindo visualizar ativos e infraestrutura elétrica na mesma perspectiva territorial.


Captura de Tela do Mapa Interativo da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela do Mapa Interativo da Plataforma ePowerBay

Acesso à rede ganha peso na seleção de novos projetos


A expansão renovável brasileira criou uma mudança importante na forma como desenvolvedores avaliam projetos.


No passado, disponibilidade de recurso natural e terreno eram dois dos fatores mais determinantes.


Hoje, conexão e infraestrutura elétrica passaram a ter peso crescente.


Um projeto pode possuir excelente recurso eólico ou solar, mas ainda enfrentar dificuldades se estiver localizado em uma região com pouca capacidade de conexão ou alta concentração de empreendimentos.


Essa realidade torna importante cruzar dados de geração com informações sobre a Rede Básica e expansão da transmissão.


No catálogo atual da ePowerBay, além das ferramentas específicas de geração, a Fila de Acesso à Rede (ONS) pode ser utilizada em análises nas quais o principal objetivo seja compreender a pressão de novos pedidos sobre a infraestrutura.

Essa ferramenta deve ser empregada quando houver relação direta entre o projeto analisado e o acesso à rede, evitando referências genéricas em matérias que tratem apenas de operação de usinas.


Captura de Tela da Fila de Acesso á Rede da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela da Fila de Acesso á Rede da Plataforma ePowerBay

Entrada renovável também precisa ser comparada às restrições operativas


A expansão de eólicas e solares também ocorre em um cenário de maior atenção ao curtailment.


O crescimento da capacidade instalada aumenta a quantidade de energia renovável disponível, mas essa produção depende das condições de operação do sistema e da infraestrutura existente.


Em determinadas circunstâncias, o ONS pode precisar limitar temporariamente a geração para preservar segurança, equilíbrio ou confiabilidade.

Por isso, acompanhar apenas a entrada de novos megawatts não é suficiente para avaliar o desempenho do setor renovável.


Também é necessário observar quanto dessa capacidade efetivamente gera energia ao longo do tempo e em quais regiões as restrições são mais frequentes.


O dashboard Análise de Curtailment da ePowerBay é particularmente relevante nesse tipo de estudo, porque permite acompanhar as restrições de geração renovável e comparar o comportamento dos ativos.


Captura de Tela da Ferramenta de Análise de Curtailment da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela da Ferramenta de Análise de Curtailment da Plataforma ePowerBay

Essa ferramenta complementa a análise operacional, mas deve ser utilizada quando o objetivo for discutir o aproveitamento da geração e não apenas a autorização regulatória das unidades.


Diversificação continua sendo característica da matriz brasileira


As decisões da Aneel também mostram a diversidade da expansão elétrica brasileira.

No mesmo conjunto de atos aparecem grandes projetos eólicos no Nordeste e pequenas centrais hidráulicas no Sul.


Essa combinação reflete uma característica histórica da matriz nacional: diferentes fontes, escalas e regiões participam simultaneamente da expansão.

Eólicas e solares dominam grande parte da nova capacidade instalada, mas pequenas hidrelétricas, biomassa e outras fontes continuam adicionando geração em diferentes regiões.


A diversidade pode contribuir para reduzir a dependência de um único recurso e criar perfis de geração complementares.


Para agentes de mercado, acompanhar essa expansão por fonte, região, empresa e estágio é importante para identificar tendências competitivas e oportunidades.


Perspectivas para o setor


As novas autorizações publicadas pela Aneel mostram que a expansão da geração renovável continua avançando de maneira gradual pelo país.


As liberações envolvem 13,5 MW da EOL Ventos de São Rafael 11, 1,4 MW da CGH Cachoeirinha, 1,2 MW da CGH Paina II e 4,5 MW da EOL Ventos de Santa Luzia 17, totalizando 20,6 MW em novas unidades que avançam entre testes e operação comercial.

Os atos reforçam a importância de observar o pipeline de geração em detalhes.

Potência cadastrada ou anunciada não equivale automaticamente a capacidade disponível.


A oferta real cresce à medida que os projetos concluem construção, conexão, testes e recebem autorização comercial.


Ao mesmo tempo, a revogação do registro da UFV Solaris I mostra que o pipeline também passa por revisões e desistências, movimento natural de um mercado com grande quantidade de projetos em desenvolvimento.


Para acompanhar essa dinâmica, as ferramentas mais aderentes da ePowerBay são a Pesquisa de Usinas e Projetos de Geração Centralizada, a Análise Geoespacial da Geração Centralizada e o Mapa Interativo. Para estudos específicos sobre restrições operativas, o dashboard Análise de Curtailment complementa essa leitura.


A expansão renovável brasileira continua robusta, mas a qualidade da análise depende cada vez mais de diferenciar projetos planejados, projetos em construção, unidades em teste e capacidade efetivamente disponível para operação comercial.


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