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Primeira Temporada de Acesso libera caminho para 11 GW

  • há 2 horas
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A primeira Temporada de Acesso de 2026 começa a mostrar os primeiros efeitos concretos da nova Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão, a PNAST.


Dos 20,28 GW de potência cadastrados em 64 barramentos candidatos, aproximadamente 11 GW poderão seguir adiante no processo, seja por meio de atendimento direto ou pela participação em processos competitivos para disputa de capacidade de conexão.


O resultado corresponde a cerca de 55% de toda a potência apresentada pelos agentes nesta primeira rodada e representa um dos primeiros testes práticos do novo modelo criado para reorganizar o acesso à Rede Básica.


A mudança é relevante porque substitui gradualmente a antiga lógica baseada predominantemente em ordem de chegada por um processo periódico de análise conjunta das solicitações.


A partir da PNAST, novos geradores, grandes consumidores e agentes que desejem ampliar seus Montantes de Uso do Sistema de Transmissão passam a participar de Temporadas de Acesso organizadas pelo ONS.


Quando existe capacidade suficiente em determinado ponto, o atendimento pode ocorrer diretamente.


Quando a demanda supera a margem disponível, os interessados poderão disputar essa capacidade por meio de um processo competitivo.


Mais da metade da potência cadastrada pode avançar


A primeira avaliação do ONS indica que 8,06 GW, equivalentes a aproximadamente 40% da potência cadastrada, poderão receber sinalização para atendimento direto.


Outros 2,94 GW, ou cerca de 15% do total, deverão seguir para um processo competitivo.


Somados, esses dois grupos chegam a aproximadamente 11 GW, representando 55% dos 20,28 GW analisados nesta etapa.


O resultado ainda é preliminar.


A Temporada de Acesso possui etapas posteriores, incluindo período para desistências e novas manifestações dos agentes.


Por isso, os volumes finais poderão mudar antes da conclusão do processo.


Mesmo assim, os números oferecem uma primeira indicação concreta sobre a capacidade disponível da transmissão para acomodar novos empreendimentos.


Atendimento direto concentra maior parcela


A maior parte da potência que poderá avançar não precisará disputar capacidade.


Os 8,06 GW classificados para potencial atendimento direto representam projetos localizados em pontos onde, segundo os estudos preliminares, existe capacidade remanescente suficiente para acomodar os novos acessos.


Esse é um dos principais objetivos do novo modelo.


Ao analisar simultaneamente diferentes solicitações e a capacidade disponível da rede, o ONS consegue identificar quais pedidos podem ser atendidos sem necessidade de competição.


A sistemática pretende tornar mais transparente a relação entre demanda por conexão e capacidade efetivamente disponível.


Para desenvolvedores, essa informação é extremamente relevante.


Um projeto que recebe indicação para atendimento direto ganha maior previsibilidade sobre uma das etapas mais críticas de seu desenvolvimento: a conexão à Rede Básica.


Quase 3 GW deverão disputar capacidade


Nos pontos em que a demanda supera a capacidade disponível, a situação é diferente.


A primeira avaliação indica que aproximadamente 2,94 GW precisarão seguir para processo competitivo.


Esse volume reúne tanto pedidos de grandes consumidores quanto projetos de geração.


A existência dessa concorrência mostra justamente por que a política de acesso precisou ser reformulada.


Em determinadas regiões, diferentes projetos disputam os mesmos barramentos e corredores de transmissão.


A infraestrutura disponível simplesmente não consegue acomodar todos simultaneamente.


Nesse cenário, uma fila cronológica pode reservar capacidade para projetos que ainda possuem baixa maturidade enquanto empreendimentos mais avançados permanecem aguardando.


O processo competitivo busca criar uma forma diferente de selecionar quem utilizará a margem escassa.


Consumidores concentram maior parte da disputa


Dos 2,94 GW indicados para concorrência, aproximadamente 1,95 GW correspondem a unidades consumidoras.


Esses pedidos estão concentrados em 13 pontos de conexão no estado de São Paulo.


O número chama atenção porque mostra como grandes cargas passaram a exercer pressão crescente sobre a transmissão.


Nos últimos anos, boa parte da discussão sobre acesso à rede esteve concentrada em novos parques solares e eólicos.


Agora, grandes consumidores também aparecem como protagonistas.


Data centers, novas indústrias, mineração, projetos de hidrogênio e outras cargas eletrointensivas podem demandar centenas de megawatts em um único ponto.


Essa mudança altera profundamente o planejamento.


A transmissão precisa ser preparada simultaneamente para escoar novos projetos de geração e atender consumidores de grande porte.


São Paulo concentra disputa entre novas cargas


A concentração de quase 2 GW de demanda competitiva em São Paulo reforça o papel do estado como principal centro de carga do país.


A região já possui elevada concentração industrial, urbana e logística.


Além disso, São Paulo está entre os principais mercados para implantação de data centers no Brasil.


Esses empreendimentos possuem consumo elevado, operação contínua e exigências rigorosas de confiabilidade elétrica.


Quando várias cargas dessa escala tentam se conectar em pontos próximos, a margem disponível pode ser rapidamente consumida.


Por isso, capacidade de conexão passa a ser uma variável decisiva na escolha da localização desses projetos.


Uma área pode possuir terreno, conectividade digital e incentivos econômicos, mas ainda assim enfrentar limitações caso a infraestrutura elétrica não seja suficiente.


Geração disputa margem no Rio Grande do Sul


Os outros 993 MW encaminhados para processo competitivo correspondem a projetos de geração concentrados em dois barramentos no Rio Grande do Sul.


O caso mostra que a disputa por acesso continua relevante também para geradores.

Em regiões com muitos projetos cadastrados, a capacidade de escoamento pode se tornar o principal fator limitante.


Isso é particularmente importante para empreendimentos renováveis.


Projetos solares e eólicos podem ser desenvolvidos relativamente rápido, enquanto grandes reforços de transmissão levam vários anos entre planejamento, licitação, licenciamento e construção.


Esse descasamento cria períodos em que há interesse suficiente para construir nova geração, mas não existe infraestrutura disponível para conectá-la.


Fila cronológica dá lugar a Temporadas de Acesso


A PNAST foi instituída pelo Decreto nº 12.772, de dezembro de 2025.


A política foi criada justamente para modernizar o processo de acesso de geradores e consumidores à Rede Básica.


O modelo anterior era fortemente baseado na sequência temporal dos pedidos.


A nova lógica passa a trabalhar com Temporadas de Acesso periódicas, nas quais as solicitações são analisadas de maneira coordenada.


A mudança procura reduzir situações em que capacidade de transmissão fica associada a projetos pouco maduros ou pedidos que posteriormente não avançam.


Também permite que o planejamento tenha uma visão mais organizada sobre onde estão concentrados os interesses reais de conexão.


A partir de 2027 haverá pelo menos duas temporadas por ano


A primeira Temporada de Acesso funciona como uma etapa de transição para o novo modelo.


Pelas regras da PNAST, a partir de 2027 deverão ser realizadas pelo menos duas Temporadas de Acesso por ano.


Isso cria janelas regulares para entrada de novos pedidos.


Para os agentes, o sistema passa a oferecer maior previsibilidade sobre quando uma solicitação poderá ser analisada.


Para o ONS e a EPE, as temporadas também geram uma base estruturada de informações sobre demanda futura por conexão.


Esse dado é extremamente valioso para o planejamento da expansão da transmissão.


Se determinado corredor apresenta repetidamente demanda muito superior à capacidade existente, isso pode indicar necessidade de novos reforços.


Resultado também ajuda a orientar expansão da transmissão


Uma das características mais importantes da PNAST é sua conexão direta com o planejamento.


Os resultados das Temporadas de Acesso podem ser utilizados pelo Ministério de Minas e Energia e pela EPE para identificar onde a infraestrutura precisa crescer.


O decreto que criou a política permite que essas informações apoiem estudos e decisões sobre futuras expansões da Rede Básica.


Isso cria um ciclo mais integrado.


Os agentes mostram onde querem conectar geração ou carga.


O ONS identifica onde existe margem.


A EPE consegue visualizar onde a procura excede a infraestrutura.


E o planejamento pode direcionar novos investimentos para os pontos mais pressionados.


A Temporada de Acesso deixa, portanto, de ser apenas um procedimento administrativo.


Ela também se transforma em uma ferramenta de planejamento.


Fila de Acesso à Rede ganha ainda mais relevância


Para agentes que desenvolvem novos empreendimentos, acompanhar o acesso à transmissão se torna cada vez mais estratégico.


Na ePowerBay, a Fila de Acesso à Rede (ONS) é uma das ferramentas mais diretamente relacionadas a esse processo.


Captura de Tela da Fila de Acesso à Rede da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela da Fila de Acesso à Rede da Plataforma ePowerBay

A solução permite acompanhar solicitações e entender onde estão concentradas as demandas por conexão.


Com a implementação das Temporadas de Acesso, esse tipo de leitura ganha uma nova dimensão.


Não basta apenas saber quantos projetos existem.


É necessário compreender em quais barramentos estão concentrados, qual a potência associada e onde a capacidade disponível pode não ser suficiente.


Esse tipo de informação pode alterar completamente a estratégia de desenvolvimento.


Subestações passam a ser ativos estratégicos


A disponibilidade de acesso está diretamente relacionada às condições das subestações.


Um barramento com margem disponível pode representar uma oportunidade para novos projetos.


Já um ponto congestionado pode exigir competição ou novos reforços de transmissão.

Por isso, a pesquisa Subestações da Rede Básica da ePowerBay complementa a análise da Temporada de Acesso.


Captura de Tela da Ferramenta de Pesquisa e Análise de Subestações da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela da Ferramenta de Pesquisa e Análise de Subestações da Plataforma ePowerBay

Ela permite avaliar os principais pontos de conexão da rede e compreender como esses ativos se relacionam com projetos de geração e grandes consumidores.


Essa informação é particularmente importante em um cenário de margem escassa.


A localização de um projeto deixa de ser escolhida apenas pela qualidade do recurso energético, proximidade de consumidores ou preço da terra.


A infraestrutura elétrica passa a fazer parte das primeiras decisões de desenvolvimento.


Mapa ajuda a visualizar onde a margem está disputada


O Mapa Interativo da ePowerBay também ganha relevância neste contexto.


Captura de Tela do Mapa Interativo da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela do Mapa Interativo da Plataforma ePowerBay

A ferramenta permite cruzar visualmente projetos de geração, subestações, linhas e outros elementos da infraestrutura elétrica.


Quando combinada às informações de acesso, essa visão territorial ajuda a identificar regiões com alta concentração de projetos.


Esse tipo de análise é particularmente importante para geração renovável.


Duas áreas podem possuir recursos solares ou eólicos semelhantes, mas condições de conexão completamente diferentes.


O projeto localizado próximo a um ponto com maior disponibilidade de rede pode apresentar vantagem significativa em prazo, custo e probabilidade de desenvolvimento.


Margem passa a ter valor econômico


A Temporada de Acesso também deixa mais evidente algo que já vinha acontecendo no setor: margem de transmissão virou um ativo escasso.


Durante anos, o desenvolvimento de geração esteve concentrado em fatores como qualidade do recurso, terreno, licenciamento e equipamentos.


Hoje, conexão pode ser tão importante quanto todos eles.


Um projeto tecnicamente excelente pode não avançar caso não consiga acesso.


Da mesma forma, um grande consumidor pode precisar mudar sua localização caso a rede da região não consiga atendê-lo.


Isso faz com que informações sobre capacidade remanescente tenham valor econômico crescente.


Empresas capazes de identificar antecipadamente regiões com maior disponibilidade podem reduzir significativamente o risco de seus investimentos.


Data centers tornam acesso ainda mais competitivo


A transformação digital também aumenta essa pressão.


Data centers estão entre as novas cargas com maior potencial de modificar o perfil de demanda brasileiro.


Esses projetos podem exigir centenas de megawatts e buscar conexão diretamente na Rede Básica.


A concentração de 1,95 GW de pedidos de consumidores encaminhados para competição em São Paulo ilustra essa nova realidade.


O planejamento de grandes cargas começa a disputar espaço diretamente com geração e outros consumidores pela infraestrutura de transmissão.


Esse movimento deve continuar crescendo.


Por isso, futuras Temporadas de Acesso podem se tornar um dos principais indicadores para acompanhar a expansão de data centers e outras cargas eletrointensivas.


Processo competitivo ainda não significa acesso garantido


É importante diferenciar as etapas.


Os 2,94 GW indicados para processo competitivo não possuem acesso garantido.


Eles apenas avançam para uma etapa em que precisarão disputar a capacidade disponível.


Da mesma forma, os 8,06 GW sinalizados para atendimento direto ainda precisam cumprir os demais requisitos e etapas previstas na sistemática.


O próprio ONS ressalta que os números são preliminares e poderão mudar após o período de desistências.


Portanto, os 11 GW não devem ser interpretados como nova capacidade já conectada.


O dado representa o volume que, nas condições analisadas atualmente, possui possibilidade de continuar avançando dentro da temporada.


Setembro terá etapas decisivas


O cronograma da primeira Temporada de Acesso continua ao longo de setembro.


Após a divulgação da nota técnica de capacidade remanescente, os agentes entram em etapas de manifestação, desistência e confirmação dos montantes pretendidos.


A previsão é que o ONS indique formalmente atendimento direto ou necessidade de processo competitivo no final de setembro.


Os processos competitivos deverão ocorrer posteriormente, seguindo o cronograma definido para a temporada.


Essa sequência poderá alterar os quantitativos divulgados inicialmente.


Agentes podem desistir, reduzir seus pedidos ou modificar determinadas estratégias após conhecer as condições da rede.


Por isso, acompanhar as próximas etapas será fundamental para entender quanto dos 11 GW realmente chegará à fase final.


Primeira temporada funciona como teste para nova política


O resultado também será importante para avaliar a eficácia da PNAST.


A política nasceu com a proposta de tornar o acesso mais transparente, eficiente e conectado ao planejamento.


Nesta primeira rodada, pouco mais da metade da potência cadastrada apresenta condições preliminares para continuar avançando.


Esse número mostra simultaneamente duas realidades.


Existe capacidade relevante disponível no sistema.


Mas existe também uma quantidade expressiva de projetos que enfrenta limitações de infraestrutura.


A forma como esses casos serão tratados ajudará a determinar a percepção dos agentes sobre o novo modelo.


Expansão da rede continuará indispensável


A nova política melhora a forma de distribuir a margem existente, mas não cria capacidade física adicional.


Esse ponto é fundamental.


Quando vários projetos disputam um mesmo barramento, o processo competitivo pode decidir quem utilizará a infraestrutura disponível.


Mas os demais projetos continuarão sem acesso até que novos reforços sejam implantados.

Por isso, a PNAST não substitui os investimentos em transmissão.


Ela ajuda a indicar onde eles são mais necessários.


Quanto mais temporadas forem realizadas, maior será a qualidade da informação disponível para orientar novos corredores, subestações e ampliações.


Acesso pode redefinir pipeline de geração


O novo modelo também pode tornar o pipeline de projetos mais realista.


O Brasil possui um volume muito elevado de empreendimentos de geração cadastrados e outorgados.


Nem todos conseguirão ser construídos.


Uma das principais limitações está justamente no acesso.


Ao separar projetos que possuem condições reais de conexão daqueles que dependeriam de futuras expansões, as Temporadas de Acesso podem ajudar investidores a avaliar melhor o estágio de maturidade dos empreendimentos.


Isso também melhora análises de mercado.


Potência cadastrada deixa de ser interpretada automaticamente como capacidade futura.

Projetos com acesso viável passam a possuir uma probabilidade maior de desenvolvimento.


Perspectivas para o setor


Os resultados preliminares da primeira Temporada de Acesso mostram que aproximadamente 11 GW dos 20,28 GW cadastrados poderão continuar avançando, o equivalente a cerca de 55% da potência analisada.


Desse total, 8,06 GW poderão receber atendimento direto, enquanto 2,94 GW deverão seguir para processo competitivo.


Na parte competitiva, grandes consumidores concentram aproximadamente 1,95 GW em 13 pontos de conexão em São Paulo, enquanto projetos de geração representam 993 MW em dois barramentos do Rio Grande do Sul.


Os números ainda são preliminares, mas já mostram como o acesso à rede se tornou um dos principais fatores de seleção de novos investimentos no setor elétrico.


Para acompanhar esse movimento na ePowerBay, as ferramentas mais aderentes são a Fila de Acesso à Rede (ONS), a pesquisa de Subestações da Rede Básica e o Mapa Interativo da plataforma.


Juntas, elas permitem entender onde estão concentrados os pedidos, como os projetos se relacionam com os pontos de conexão e em quais regiões a margem de transmissão pode se transformar em um fator determinante.


A primeira Temporada de Acesso mostra uma nova realidade do setor: o desafio não é apenas construir mais geração ou atrair novas cargas. É garantir que exista rede suficiente para conectar os projetos que realmente estão prontos para avançar.

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Primeira Temporada de Acesso indica que 11 GW dos 20,28 GW cadastrados poderão avançar, com 8,06 GW para atendimento direto.

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