Constrained-Off: cortes na geração renovável batem recorde em setembro de 2025
- Fernando Witzel

- 9 de out
- 3 min de leitura
O mês de setembro de 2025 marcou um novo recorde no volume de geração frustrada por constrained-off no Brasil: foram mais de 4,6 milhões de MWh perdidos, o maior valor do ano e um aumento de 12,9% em relação a agosto. Mas o que explica esse salto nos cortes? Quais estados, empresas e subestações foram mais impactados? E como a nova metodologia do ONS alterou a forma de medir essas perdas?

Neste artigo, trazemos um panorama detalhado com base no relatório técnico da ePowerBay, incluindo uma atualização relevante sobre nossa nova API de dados de Constrained-Off.
O que é constrained-off?
Constrained-off é o termo usado para descrever situações em que usinas eólicas ou solares têm sua geração limitada ou interrompida devido a restrições operacionais no Sistema Interligado Nacional (SIN). Essas restrições podem ter várias causas:
Razão Energética (ENE): excesso de oferta ou impossibilidade de alocar a energia gerada na carga.
Razão Externa (REL): indisponibilidade de transformadores, linhas ou subestações.
Confiabilidade (CNF): ações preventivas para garantir a segurança da rede.
Esses cortes atingem apenas usinas com despacho centralizado (tipos I, II-B ou II-C), e parte das perdas pode ser ressarcida via ESS — mas somente aquelas relacionadas a REL.
A nova metodologia do ONS: o que mudou?
Desde agosto de 2025, o ONS passou a adotar uma nova lógica para calcular a Geração de Referência Final, base para medir a energia frustrada. A principal mudança foi a inclusão de cortes mesmo quando o critério de 5% ou 5 MW de diferença entre a geração real e a limitada não é atendido — o que antes era desconsiderado.
Impacto prático:Cenários que antes eram interpretados como “sem corte” agora passam a contabilizar energia frustrada, oferecendo uma visão mais realista dos impactos operacionais.
Números de setembro: um mês crítico
Geração frustrada total:
4,6 milhões de MWh (aumento de 12,9% sobre ago/25)
Causas dos cortes:
58% por razões energéticas (ENE)
39% por confiabilidade (CNF)
4% por razões externas (REL)
O aumento das perdas por ENE, tendência observada nos últimos seis meses, reforça o desequilíbrio entre geração e consumo em determinadas regiões.
Onde os cortes foram mais severos?
Subestações com maiores perdas acumuladas (>1,7 milhão MWh):
Açu III (RN)
João Câmara III (RN)
Monte Verde (MG)
Estados mais impactados (acima de 1,5 milhão MWh):
Rio Grande do Norte (12,5 milhões de MWh no total)
Bahia
Minas Gerais
Ceará
Piauí
Pernambuco
RN concentra 35,7% das perdas acumuladas, com destaque para os cortes por confiabilidade (59%).
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Quem mais perdeu?
Principais empresas impactadas (>2 milhões MWh):
Auren
Enel
Echoenergia
Voltalia
Copel
Elera
Engie
Conjuntos mais afetados (>500 mil MWh):
Janaúba
Serra do Mel A e B
Monte Verde
Caju
Laranjeiras
Arinos 2 – 500 kV
Rio do Vento
Destaques de setembro por tipo de geração
Eólica:
Conjuntos no RN e CE foram os mais afetados, ligados às SE João Câmara II e III, Açu II e Acaraú II.
Solar:
As maiores perdas percentuais ocorreram na BA, CE, PI e MG, com destaque para o conjunto Jaíba 4 (MG), que registrou 65% de perda, contribuindo para a média estadual recorde de 38,4% em setembro.
API ePowerBay: dados de Constrained-Off em tempo real
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Benefícios:
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Histórico completo por conjunto, estado, SE e proprietário
Fácil integração aos sistemas de controle e análise
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Conclusão
O mês de setembro de 2025 escancarou a urgência de lidar com os gargalos de infraestrutura no setor elétrico, principalmente no escoamento da geração renovável. A revisão da metodologia do ONS também amplia a visibilidade sobre os reais impactos do constrained-off — o que exige atenção redobrada de investidores, operadores e desenvolvedores.
Na plataforma ePowerBay, nossos usuários têm acesso a análises aprofundadas e ferramentas de visualização que facilitam o entendimento dessas dinâmicas complexas. E agora, com a API de dados, o acompanhamento é ainda mais preciso e automatizado.
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