Câmara aprova PL do ReData e incentivos a data centers avançam ao Senado
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A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei do ReData, que cria um regime especial com incentivos fiscais para data centers no Brasil. O texto segue agora para análise do Senado e pode representar um marco relevante para a consolidação do país como destino estratégico para infraestrutura digital.
Mais do que uma medida tributária, o projeto dialoga diretamente com política industrial, competitividade internacional e planejamento energético. Data centers são ativos intensivos em energia elétrica — o que coloca o setor elétrico no centro desse novo ciclo de investimentos.
Infraestrutura digital e transformação do perfil de carga
Data centers operam 24 horas por dia, exigindo fornecimento contínuo, estável e de alta confiabilidade. Com a aprovação do PL, a tendência é de:
Aceleração na instalação de novos polos digitais;
Crescimento da demanda no Ambiente de Contratação Livre (ACL);
Maior pressão sobre subestações e pontos de conexão;
Reconfiguração do perfil regional de carga.
O Dashboard de Consumo de Energia Elétrica no SIN da ePowerBay permite visualizar a evolução da carga por subsistema e horário, oferecendo uma leitura estratégica sobre onde a instalação de grandes data centers pode gerar maior impacto sistêmico.

Essa análise é fundamental para antecipar desafios operacionais e planejar reforços de infraestrutura.
Renováveis como vetor de atração
Empresas globais de tecnologia possuem metas rigorosas de descarbonização e priorizam a contratação de energia renovável por meio de contratos de longo prazo.
A Análise de Projetos de Geração da ePowerBay permite mapear empreendimentos solares, eólicos, hídricos, térmicos e nucleares por capacidade, status e localização, facilitando a identificação de ativos aptos a atender contratos corporativos de grande porte.

Além disso, a Ferramenta de Mapas, por meio do Mapa Interativo, possibilita visualizar a infraestrutura de transmissão e distribuição, bem como camadas técnicas e restrições ambientais, contribuindo para decisões locacionais mais seguras.
Transmissão e capacidade de conexão
A concessão de incentivos fiscais pode acelerar investimentos. No entanto, a infraestrutura elétrica precisa acompanhar o ritmo.
A Análise das Conexões da Rede Básica permite avaliar:
Capacidade disponível;
Status operacional de subestações;
Expansões previstas;
Relatório de usinas conectadas.
Já a Fila de Acesso à Rede (ONS) oferece visibilidade sobre pedidos de conexão e pressão regional por infraestrutura.

Sem coordenação entre política industrial e expansão da rede, há risco de aumento de restrições operativas e atrasos na viabilização de novos empreendimentos.
Mercado Livre e dinâmica competitiva
O avanço do PL do ReData tende a fortalecer o Mercado Livre de Energia.
A Análise dos Agentes do Mercado Livre permite acessar:
Ranking de consumo;
Detalhes da CCEE;
Situação cadastral;
Balanço de energia;
Margem de risco.
Complementarmente, a solução de Prospecção de Consumidores possibilita identificar potenciais cargas por distribuidora, grupo tarifário e perfil de consumo, oferecendo uma visão estratégica sobre regiões com maior potencial de crescimento associado à expansão de data centers.
Flexibilidade e eficiência sistêmica
O crescimento simultâneo de renováveis intermitentes e cargas constantes amplia a necessidade de flexibilidade operacional.
A Análise de Curtailment da ePowerBay permite identificar regiões com histórico de cortes de geração renovável, oferecendo uma leitura clara sobre onde a infraestrutura elétrica já opera sob estresse.

Essa informação é estratégica para decisões locacionais e para avaliação de riscos operacionais associados à limitação de escoamento.
Coordenação entre desenvolvimento tecnológico e planejamento energético
A aprovação do PL evidencia que infraestrutura digital e transição energética estão cada vez mais interligadas.
Para que o Brasil aproveite plenamente essa oportunidade, será necessário:
Garantir estabilidade regulatória;
Expandir a transmissão de forma coordenada;
Manter previsibilidade no Mercado Livre;
Integrar incentivos fiscais ao planejamento energético de longo prazo.
Sem essa coordenação, incentivos tributários isolados podem gerar assimetrias regionais e pressões sistêmicas inesperadas.
O que está em jogo
A aprovação do PL do ReData representa um passo relevante na consolidação do Brasil como destino para infraestrutura digital.
Se houver alinhamento entre incentivos, expansão da rede e crescimento renovável, o país poderá se posicionar como hub estratégico de data centers sustentáveis.
Caso contrário, gargalos estruturais podem limitar o potencial transformador do programa.
Mais do que um projeto tributário, o ReData se torna um teste da capacidade do Brasil de integrar desenvolvimento tecnológico e planejamento energético em uma estratégia nacional consistente.
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