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Baterias entram nos leilões de transmissão

há 7 horas
11 min de leitura

O armazenamento de energia abre uma nova frente no setor elétrico brasileiro. Pela primeira vez, a Agência Nacional de Energia Elétrica prevê contratar um sistema de baterias dentro de um leilão de transmissão, incorporando o BESS ao conjunto de soluções utilizadas para garantir confiabilidade, estabilidade e segurança no atendimento do Sistema Interligado Nacional.


A novidade aparece no Lote 5 do Leilão de Transmissão nº 01/2027, previsto para 30 de abril de 2027. O projeto contempla um sistema de armazenamento com 100 MW de potência e 200 MWh de capacidade, conectado ao setor de 69 kV da Subestação Cruzeiro do Sul, no Acre.


O empreendimento utilizará tecnologia grid-forming e terá como principal objetivo reforçar a confiabilidade do fornecimento de energia para as regiões de Cruzeiro do Sul e

Feijó.


A inclusão do sistema no leilão representa uma mudança relevante no papel das baterias no Brasil.


Até agora, grande parte da discussão sobre BESS estava concentrada nos leilões de reserva de capacidade, em projetos associados a geração renovável ou em aplicações específicas de consumidores e redes.


No novo modelo, a bateria passa a ser considerada diretamente como uma solução de infraestrutura para o sistema de transmissão.


BESS passa a integrar infraestrutura de transmissão


Tradicionalmente, os leilões de transmissão contratam linhas, subestações, transformadores, compensadores e outros equipamentos necessários para transportar energia e manter o sistema funcionando dentro dos parâmetros técnicos exigidos.


O Lote 5 introduz uma nova possibilidade.


Em vez de resolver determinado problema exclusivamente com uma nova linha ou outro equipamento convencional, o planejamento poderá utilizar armazenamento quando essa solução apresentar vantagens técnicas e econômicas.


No caso do Acre, estudos da Empresa de Pesquisa Energética concluíram que um BESS de 100 MW / 200 MWh em Cruzeiro do Sul apresenta bom desempenho para enfrentar contingências e aumentar a confiabilidade do atendimento no curto prazo.


A solução não elimina a expansão tradicional da transmissão.


Ela funciona de maneira complementar.


O próprio planejamento prevê reforços estruturais da rede em 230 kV, enquanto a bateria atua como solução capaz de responder mais rapidamente às necessidades da região.


Projeto será instalado em Cruzeiro do Sul


O sistema será conectado ao barramento de 69 kV da Subestação Cruzeiro do Sul, no Acre.


O BESS terá capacidade de entregar até 100 MW de potência, com armazenamento de 200 MWh, o equivalente a aproximadamente duas horas de operação à potência nominal.


A região possui características que tornam o armazenamento especialmente interessante.


Cruzeiro do Sul e Feijó estão localizadas em uma área do sistema com limitações de infraestrutura e desafios particulares de confiabilidade.


A EPE avaliou alternativas para melhorar o atendimento e concluiu que a combinação entre armazenamento de curto prazo e expansão estrutural da transmissão apresentava a melhor relação técnica e econômica.


O resultado coloca o BESS dentro de uma função que tradicionalmente seria desempenhada por outros ativos elétricos.


Tecnologia grid-forming aumenta capacidade de resposta


Outro diferencial do projeto está na utilização da tecnologia grid-forming.


Baterias convencionais conectadas por inversores normalmente seguem referências de tensão e frequência fornecidas pela rede.


Equipamentos grid-forming possuem capacidade mais avançada.


Seus inversores podem contribuir diretamente para estabelecer e sustentar essas referências, ajudando a estabilizar a rede elétrica.


Isso é particularmente importante em sistemas com pouca geração síncrona local ou que estejam sujeitos a contingências relevantes.


Além de armazenar e fornecer energia, o BESS pode contribuir com serviços associados à estabilidade do sistema.


A EPE destaca justamente a capacidade de resposta rápida, formação de rede e prestação

de serviços ancilares entre as vantagens da solução recomendada para o Acre.


Bateria pode responder rapidamente a contingências


A velocidade de resposta é uma das principais vantagens dos sistemas de armazenamento.

Uma bateria consegue alterar sua potência em períodos extremamente curtos.


Essa característica permite que o sistema reaja quase imediatamente quando ocorre uma falha em outro equipamento.


Em uma rede com alternativas limitadas de suprimento, essa capacidade pode ser particularmente valiosa.


Se uma linha ou outro elemento importante ficar indisponível, o BESS pode entregar energia enquanto o sistema se reorganiza.


Esse comportamento transforma a bateria em um recurso de segurança operacional.


A utilização em Cruzeiro do Sul mostra que o valor do armazenamento não está necessariamente apenas em comprar energia em um horário e vendê-la em outro.


Em determinadas aplicações, o principal valor pode estar na confiabilidade.


Contratação é diferente do LRCAP de dezembro


Um ponto fundamental é separar essa iniciativa dos leilões de armazenamento previstos para dezembro de 2026.


Os Leilões de Reserva de Capacidade para Armazenamento Nacional e Armazenamento Geral serão realizados em 2 e 4 de dezembro e contratarão disponibilidade de potência por meio de sistemas BESS autônomos.


Esses projetos terão contratos de 15 anos e início de suprimento previsto para agosto de 2028.


O projeto de Cruzeiro do Sul segue outra estrutura.


Ele faz parte de um leilão de transmissão.


Portanto, sua função, contrato, remuneração e enquadramento regulatório são diferentes dos sistemas contratados como reserva de capacidade.


A bateria do Acre será concebida como parte da solução de infraestrutura necessária ao atendimento da região.


Essa distinção é importante porque mostra que o armazenamento começa a ocupar diferentes mercados dentro do setor elétrico.


Transmissoras passam a olhar para uma nova classe de ativos


A inclusão de baterias nos leilões de transmissão também pode abrir oportunidades para empresas que tradicionalmente investem em linhas e subestações.


Transmissoras possuem experiência em disputar concessões, construir infraestrutura de longa duração e operar ativos com elevada disponibilidade.


Agora, elas poderão precisar incorporar competências relacionadas a baterias, inversores, gerenciamento de energia, degradação de células e sistemas de controle.


A mudança não é pequena.


Uma linha de transmissão pode operar por décadas com características relativamente estáveis.


Uma bateria apresenta degradação eletroquímica ao longo do tempo e pode exigir substituição ou reforço de módulos para manter sua capacidade contratada.


Por isso, os investidores precisarão desenvolver novas metodologias de engenharia e modelagem financeira.


Contrato terá prazo menor


Essa diferença tecnológica aparece no próprio prazo previsto para o Lote 5.


Enquanto os demais lotes tradicionais de transmissão possuem contratos de 30 anos, o lote das baterias terá vigência de 18 anos.


A Aneel associa essa diferença à vida útil dos equipamentos de armazenamento.


A estrutura considera aproximadamente três anos para implantação e quinze anos de operação.


Esse período também se aproxima do horizonte utilizado nos leilões de reserva de capacidade para armazenamento.


Para investidores, isso significa que a estratégia financeira precisará considerar recuperação do capital em um período menor do que ocorre normalmente com linhas de transmissão.


Degradação entra no modelo econômico


Um dos pontos mais importantes na análise de um BESS é a degradação.

As células perdem capacidade ao longo do tempo conforme envelhecem e realizam ciclos de carga e descarga.


Por isso, um sistema que precisa entregar 100 MW e 200 MWh durante muitos anos não pode ser dimensionado apenas para cumprir esses requisitos no primeiro dia de operação.


O vencedor do lote precisará considerar investimentos suficientes para manter a capacidade e a disponibilidade exigidas durante todo o contrato.


Isso pode envolver sobredimensionamento inicial, reposição de módulos ou outras estratégias de manutenção.


A forma como cada concorrente tratar essa questão poderá influenciar diretamente sua competitividade no leilão.


RAP deve incorporar custo do armazenamento


O modelo de remuneração também será diferente daquele utilizado no LRCAP.


Em um leilão de transmissão, os investidores competem pela Receita Anual Permitida, a RAP, associada à disponibilidade das instalações contratadas.


Os valores máximos de RAP para o leilão ainda serão apresentados após a fase de consulta pública, quando a minuta avançar para aprovação e posterior análise do Tribunal de Contas da União.


No caso do BESS, essa receita precisará incorporar características pouco comuns aos ativos tradicionais.


Além do investimento inicial, será necessário considerar degradação, substituição de componentes, eficiência, disponibilidade e manutenção dos equipamentos durante toda a concessão.


Isso cria um novo desafio para a formação dos lances.


Leilão de 2027 prevê R$ 12,9 bilhões em investimentos


O sistema de baterias integra um certame muito maior.


O Leilão de Transmissão nº 01/2027 terá, pela proposta colocada em consulta pública, 12 lotes e investimentos estimados em R$ 12,9 bilhões.


São previstas aproximadamente 3.245 quilômetros de novas linhas de transmissão e 1.386 MVA de capacidade de transformação, distribuídos por 13 estados brasileiros.


A Aneel estima ainda a geração de aproximadamente 29,5 mil empregos diretos e indiretos.


Os prazos de implantação variam entre 36 e 60 meses.


O Lote 5 de baterias possui previsão de conclusão em 36 meses.


Acre também receberá reforço estrutural da transmissão


A bateria não será a única solução contratada para melhorar o atendimento da região.


O Lote 4 prevê novas instalações de transmissão no Acre, incluindo o segundo circuito das linhas entre Tucumã e Feijó e entre Feijó e Cruzeiro do Sul.


Esse desenho deixa clara a estratégia adotada pelo planejamento.


A bateria oferece uma resposta mais rápida e flexível.


A expansão da transmissão cria uma solução estrutural de longo prazo.


As duas tecnologias trabalham em conjunto.


Esse tipo de combinação pode se tornar mais frequente no planejamento brasileiro.


Nem sempre esperar anos pela entrada de uma grande linha será a alternativa mais eficiente para resolver necessidades imediatas de confiabilidade.


Armazenamento pode adiar ou complementar obras


Uma das aplicações mais estudadas para baterias em redes elétricas é justamente o chamado non-wire alternative.


A ideia é utilizar armazenamento, resposta da demanda ou outros recursos em situações em que uma nova linha ou subestação seria necessária.


Em alguns casos, o BESS pode adiar o investimento.


Em outros, pode reduzir sua dimensão.


Também pode simplesmente complementar uma obra estrutural que demorará mais tempo para ficar pronta.


Isso não significa substituir a expansão da transmissão.


O crescimento da carga e da geração continuará exigindo novas linhas.


Mas o armazenamento oferece uma nova opção dentro do conjunto de soluções disponíveis aos planejadores.


Subestações passam a receber novos tipos de ativos


A instalação do BESS em Cruzeiro do Sul também mostra como as próprias subestações podem mudar.


Historicamente, elas concentram transformadores, equipamentos de manobra, proteção, compensação e controle.


Agora, sistemas de armazenamento podem começar a fazer parte dessa infraestrutura.


Na ePowerBay, a pesquisa Subestações da Rede Básica ajuda a analisar os principais

pontos da infraestrutura de transmissão e sua relação com os ativos conectados ao sistema.


O Mapa Interativo da plataforma complementa essa leitura ao permitir observar territorialmente linhas, subestações, geração e outros elementos relevantes da rede.


Captura de Tela do Mapa Interativo da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela do Mapa Interativo da Plataforma ePowerBay

Para uma pauta como a do Acre, essa visão ajuda a compreender por que uma solução específica de armazenamento pode possuir valor muito maior em determinado ponto do sistema do que em outro.


Localização define valor do BESS


Uma bateria de 100 MW instalada em dois pontos diferentes pode produzir benefícios completamente distintos.


Isso acontece porque o valor do armazenamento depende da rede onde está conectado.


Em uma região com elevada capacidade de transmissão e diversas alternativas de suprimento, o impacto sobre confiabilidade pode ser limitado.


Em uma área com restrições e poucas alternativas operativas, a mesma bateria pode se tornar um elemento central de segurança.


Cruzeiro do Sul é um exemplo dessa segunda situação.


Por isso, o desenvolvimento do mercado de armazenamento não pode ser analisado apenas pela quantidade de megawatts instalados.


É necessário observar onde esses megawatts estarão conectados e qual problema do sistema eles resolverão.


BESS começa a fornecer serviços de rede


A contratação pela transmissão também amplia a lista de serviços associados às baterias.


Armazenamento pode ser utilizado para deslocamento temporal de energia, atendimento de potência e redução de curtailment.


Mas também pode contribuir com: controle de frequência, suporte de tensão, resposta a contingências, formação de rede e serviços ancilares.


O projeto do Acre evidencia principalmente essa segunda dimensão.


O sistema não foi planejado primordialmente para arbitragem de energia.


Sua função está diretamente relacionada à confiabilidade e ao comportamento elétrico da rede.


Isso aproxima o BESS de equipamentos como compensadores síncronos e outros dispositivos utilizados para suporte do sistema.


Grid-forming ganha importância com expansão renovável


O uso de grid-forming também possui implicações para a expansão das renováveis.


Grande parte das usinas solares e eólicas modernas utiliza inversores para se conectar ao sistema.


À medida que aumenta a participação dessas fontes, diminui proporcionalmente a presença de geradores síncronos tradicionais em determinados momentos.


Isso cria novas necessidades relacionadas à estabilidade.


Tecnologias grid-forming podem ajudar a oferecer características que historicamente eram fornecidas por grandes máquinas síncronas.


Por esse motivo, baterias com esse tipo de inversor vêm ganhando atenção em diferentes sistemas elétricos do mundo.


O projeto brasileiro funciona, portanto, como uma oportunidade de adquirir experiência operacional com essa tecnologia em escala relevante.


Mercado de BESS ganha duas frentes distintas


Com o leilão de transmissão, o mercado brasileiro passa a desenvolver pelo menos duas grandes frentes de contratação regulada de armazenamento.


A primeira é a reserva de capacidade, com os leilões previstos para dezembro de 2026.


A segunda passa a ser a infraestrutura de transmissão, começando pelo Lote 5 de 2027.


As duas oportunidades possuem objetivos e modelos econômicos diferentes.


Isso amplia o universo de investidores interessados no setor.


Empresas de geração, desenvolvedores de armazenamento e grupos integrados tendem a olhar para o LRCAP.


Transmissoras e investidores tradicionais de infraestrutura podem ganhar protagonismo nos projetos associados à rede.


Também haverá empresas capazes de atuar nos dois ambientes.


Ferramentas de transmissão ganham relevância para analisar BESS


A nova aplicação também muda quais informações são necessárias para avaliar oportunidades.


Em projetos BESS associados ao LRCAP, margem de conexão e condições de acesso ocupam papel central.


No caso de baterias incorporadas à transmissão, o foco passa também para a estrutura da Rede Básica, confiabilidade regional e planejamento de novos ativos.


Por isso, a Pré-Análise de Leilões de Transmissão da ePowerBay é especialmente aderente a esse tipo de oportunidade.


Captura de Tela da Ferramenta de Pré-Análise de Leilões de Transmissão da ePowerBay
Captura de Tela da Ferramenta de Pré-Análise de Leilões de Transmissão da ePowerBay

A solução pode apoiar a avaliação dos lotes antes do certame, permitindo compreender os ativos, regiões e características de cada empreendimento.


A pesquisa de Subestações da Rede Básica e o Mapa Interativo complementam essa visão territorial.


Captura de Tela da Ferramenta de Análise de Subestações da Rede Básica da Plataforma ePowerBay
Captura de Tela da Ferramenta de Análise de Subestações da Rede Básica da Plataforma ePowerBay

Para análises específicas do mercado de armazenamento, o Mapa de TUSTg/c e Margem (BESS) permanece útil como referência sobre a expansão mais ampla da tecnologia, embora o modelo econômico desse lote seja diferente dos projetos de geração ou reserva de capacidade.


Leilão pode criar precedente para novos projetos


O principal impacto do Lote 5 talvez apareça depois da implantação.


Se o projeto demonstrar bom desempenho técnico e econômico, sistemas semelhantes poderão ser considerados em outras regiões.


O Brasil possui diferentes pontos em que a expansão da infraestrutura enfrenta desafios de custo, prazo, distância ou licenciamento.


Baterias podem fazer sentido em uma parcela desses casos.


Cada situação, porém, precisará ser analisada individualmente.


Armazenamento não é uma solução universal.


Em determinados pontos, uma nova linha continuará sendo muito mais eficiente.


Em outros, a combinação de bateria e reforços estruturais poderá oferecer melhores resultados.


O precedente do Acre permitirá ao setor acumular dados reais para essas futuras decisões.


Consulta pública ainda pode modificar o projeto


A inclusão das baterias ainda faz parte da minuta do edital.


A Consulta Pública nº 032/2026 recebe contribuições entre 10 de setembro e 26 de outubro de 2026.


Depois disso, a Aneel analisará as sugestões e o edital passará por nova deliberação antes de seguir para análise do Tribunal de Contas da União.


Portanto, características específicas ainda poderão ser ajustadas.


A realização do leilão está programada para 30 de abril de 2027, na B3.


Até lá, o setor deverá discutir pontos técnicos, regulatórios e econômicos associados à primeira contratação desse tipo.


Perspectivas para o setor


A inclusão de um BESS no Leilão de Transmissão nº 01/2027 representa uma mudança importante no desenvolvimento do armazenamento brasileiro.


O Lote 5 prevê 100 MW de potência e 200 MWh de capacidade na Subestação Cruzeiro do Sul, com tecnologia grid-forming e prazo de implantação de 36 meses.


Mais importante do que a dimensão do projeto é sua função.


A bateria será contratada para ajudar a garantir a confiabilidade do atendimento a Cruzeiro do Sul e Feijó e integrar uma solução que combina armazenamento e expansão estrutural da transmissão.


Isso coloca o BESS em uma categoria diferente dos projetos que disputarão os leilões de reserva de capacidade.


No LRCAP, o armazenamento será contratado como disponibilidade de potência.


No Acre, estará inserido diretamente na infraestrutura de transmissão.


Para acompanhar essa nova frente na ePowerBay, as soluções mais aderentes são a Pré-Análise de Leilões de Transmissão, a pesquisa de Subestações da Rede Básica e o Mapa Interativo da plataforma. O Mapa de TUSTg/c e Margem (BESS) complementa estudos sobre a evolução mais ampla dos sistemas de armazenamento no país.


O leilão de 2027 mostra que o mercado brasileiro de baterias começa a ultrapassar uma única aplicação. O armazenamento passa a ser considerado não apenas como recurso para deslocar energia ou fornecer potência, mas também como parte da própria infraestrutura capaz de manter o sistema elétrico confiável e estável.


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