Ranking Operacional ePowerBay: o que os dados de março de 2026 revelam sobre a performance eólica e solar no Brasil
- há 2 dias
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O acompanhamento da performance operacional das usinas renováveis é essencial para entender a eficiência dos empreendimentos, os impactos das restrições de geração e as diferenças de desempenho entre ativos conectados ao sistema elétrico brasileiro.
Com base nas informações operacionais de março de 2026 divulgadas pela CCEE e compiladas pela equipe da ePowerBay, o novo Ranking Operacional Eólico e Solar apresenta uma visão detalhada dos fatores de capacidade, proprietários, fornecedores de equipamentos e dados de constrained-off por razão energética, confiabilidade e razões externas.
Destaque solar: GSII Solar 3 lidera o ranking geral

No ranking dos parques solares com maior fator de capacidade em março de 2026, o destaque foi o GSII Solar 3, da Matrix Energia, que alcançou FC de 31,7%.
O parque conta com módulos Trina, inversores Huawei e tracker Arctech. Outro ponto relevante é que o empreendimento está classificado como Tipo de Despacho III, sem curtailment, o que reforça a importância de observar o tipo de despacho ao comparar a performance entre usinas.
Comparação em base equivalente: Arinos 18 lidera entre os solares sem Tipo III

Quando são desconsideradas as usinas Tipo III, para permitir uma comparação em base mais próxima entre ativos sujeitos a restrições operacionais, o primeiro lugar entre os parques solares ficou com o Arinos 18, da Newave Energia, com FC de 28,64%.
O empreendimento utiliza módulos Trina, inversores Huawei e tracker Nextpower, sendo enquadrado como Tipo de Despacho II-C, com impacto de curtailment.
O Arinos 18 pertence ao cluster Arinos Newave, composto por 7 usinas e 336,83 MW. Já o conjunto ONS Arinos reúne 25 usinas e 1.190 MW, com empreendimentos de Newave, ENEL e CTG.
Curtailment no Conjunto Arinos: impacto relevante em março

O Conjunto Arinos registrou cortes acumulados de aproximadamente 828 mil MWh, equivalentes a 17,8% da geração potencial. A maior parte desses cortes acumulados ocorreu por razão energética, que representou 67% do total.
Em março de 2026, os cortes ficaram em torno de 49,2 mil MWh, ou 19,9% do potencial de geração do período. A razão energética foi predominante no mês, respondendo por 91,3% dos cortes.
Esses dados mostram como o fator de capacidade, embora seja um indicador central de desempenho, precisa ser analisado em conjunto com informações de restrição de geração, conexão e enquadramento operacional.
Destaque eólico: Cajuína B18 lidera com FC de 44,65%

Entre os parques eólicos, o primeiro lugar do ranking em março de 2026 foi o Cajuína B18, da Auren, com fator de capacidade de 44,65%.
O parque utiliza turbinas Nordex Acciona e está classificado como Tipo de Despacho II-C, com constrained-off. Um ponto importante do ranking eólico é que todos os 20 primeiros parques estão conectados à rede básica, têm perdas até o centro de gravidade e podem ser cortados pelo ONS.
O Cajuína B18 faz parte do cluster Caju, localizado no Rio Grande do Norte, que possui 18 usinas e 695 MW, todas pertencentes à Auren.
Curtailment no Conjunto Caju: menor impacto mensal, mas histórico relevante

No Conjunto Caju, os cortes acumulados somam cerca de 980 mil MWh, o equivalente a 17,7% da geração potencial. No histórico acumulado, a maior parcela está associada à confiabilidade, com 69,9%.
Em março de 2026, os cortes foram de aproximadamente 5,6 mil MWh, representando 4,2% do potencial de geração. No mês, a maior parte das restrições foi por razão energética, com 81,2%.
Curtailment segue como variável estratégica para análise de ativos renováveis

No acumulado geral, as perdas por curtailment se aproximaram de 50,86 milhões de MWh, com crescimento de 2,9% no último mês. As restrições por razão energética seguem como a maior parcela, com 48,3% do acumulado, seguidas por confiabilidade, com 38,8%, e razões externas, com 12,9%.
Em março, as perdas foram da ordem de 1,41 milhão de MWh, um aumento de 99,6% em relação a fevereiro de 2026. Considerando a geração verificada no período analisado, de 534 milhões de MWh, o percentual histórico de corte foi de 9,5%.
Onde estão os principais conjuntos impactados?

Entre os 20 conjuntos eólicos com maiores restrições percentuais, todos estão localizados no Rio Grande do Norte e no Ceará, conectados a subestações como Acaraú II, Açu II, Russas II, Extremoz II, João Câmara II e III, Sobral III e Pecém II.
Já entre os 20 conjuntos solares com maiores perdas percentuais, os ativos estão distribuídos em Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Piauí e Ceará, conectados a 16 subestações, incluindo Tacaratu, Bom Nome, Bom Jesus da Lapa, Barreiras, Barreiras II, Sol do Sertão, Tabocas do Brejo Velho, Paracatu 4, Dracena, Serrita, Ribeiro Gonçalves, Flores, Russas II, Araxá 4, Jaíba 4 e Jaíba.
O que esses dados indicam para o mercado?
Os resultados de março reforçam três pontos importantes para empresas que atuam com desenvolvimento, operação, aquisição ou análise de ativos renováveis:
Primeiro, o fator de capacidade deve ser avaliado junto ao tipo de despacho e ao histórico de restrições. Segundo, o curtailment já é uma variável estrutural na análise de performance de usinas renováveis. Terceiro, a localização e a conexão dos empreendimentos seguem sendo fatores decisivos para entender riscos, oportunidades e competitividade operacional.
Com o Ranking Operacional, o Painel de Curtailment e o Mapa ePowerBay, os assinantes conseguem analisar esses dados em diferentes níveis: por usina, cluster, conjunto, subestação, proprietário, fornecedor de equipamentos e tipo de restrição.
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