• Afonso Lugo, André Felber

Emissão de Outorga nos anos de 2018 e 2019

Atualizado: Fev 21

Este estudo tem como objetivo fazer um balanço das emissões de outorga de 2018 e 2019. Comparando as potências emitidas para cada ano sobre diferentes perspectivas, sendo assim, visando cobrir todos os aspectos técnicos do mercado.


Entre 2018 e 2019 houve um aumento de mais de 70% na emissão de outorgas, indo de 6.300 MW em 2018 para 10.800 MW em 2019. A maior parcela da potência era dividida entre eólica e térmica em 2018, entretanto, no ano seguinte a fonte solar teve a maior participação com 5.700 MW do total.


O gráfico superior esquerdo mostra a capacidade instalada por fonte, bem como, o superior direito mostra a parcela das fontes nos anos de 2018 e 2019. O gráfico inferior esquerdo mostra a capacidade instalada das outorgas por fonte e a direita a quantidade de outorgas por fonte.



É interessante notar que a capacidade instalada de outorgas da fonte solar foi maior do que da fonte eólica em 2019, entretanto, em quantidade de contratos os projetos eólicos foram mais numerosos.


Evolução das Emissões de Outorga de 2018 a 2019


O último biênio foi marcado por uma transição no sistema de emissão de outorgas. Quando o mercado de geração de energia diminuiu sua dependência do Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Disputados nos Leilões de Energia, bem como, passou a atuar no Ambiente de Contratação Livre (ACL).


A imagem abaixo mostra a evolução da emissão de outorgas mensal em 2018 e 2019. A mudança de contratos do ACR em cinza para os contratos ACL em azul fica muito clara neste gráfico.



A partir da tabela é possível notar o grande aumento de emissões de outorga para o mercado livre de energia, indo de 328 MW em 2018 para 8.950 MW em 2019. O mercado regulado no entanto, mesmo com 04 leilões de energia nova em 2018 e 2019, foi de 6.000 MW em 2018 para 1.900 MW em 2019.


Dezembro de 2019 foi um mês atípico, com mais de 3.300 MW de novas outorgas emitidas, sendo 2.000 MW de projetos solares e o restante de projetos eólicos.


Minas Gerais é o exemplo mais claro de como o ambiente de contratação livre aumentou de 2018 para 2019 conforme mostra o gráfico abaixo, sendo que todas as outorgas emitidas no estado são de projetos solares.



As outorgas no Sul e Centro-Oeste do Brasil são, em sua maioria, projetos hídricos (CGH e PCH) e térmicos (UTE) de menor capacidade instalada.


Emissão de Outorgas: UFV


A fonte solar fotovoltaica recebeu 1.335 MW de emissão de outorgas em 2018, todavia, saltou para mais de 5.700 MW em 2019, dos quais 5.560 MW foram de contratos no ambiente de contratação livre.


Os gráficos na parte inferior da imagem mostram as parcelas de potência das contratações no mercado livre, bem como, do mercado regulado. Sendo interessante notar como as proporções se invertem.



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Emissão de Outorgas: EOL


A fonte eólica recebeu 2.355 MW de emissão de outorgas em 2018 e mais de 4.100 MW em 2019. Dos quais, 2.850 MW foram de contratos no ambiente de contratação livre.


As outorgas do mercado livre representavam 7,5% em 2018 e passaram a 70% do total de outorgas em 2019.




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