• Afonso Lugo, André Felber, Fernando Witzel

ANÁLISE PÓS-LEILÃO DE ENERGIA A-4 2017


No dia 18 de dezembro aconteceu o Leilão de Energia Nova A-4, no qual foi contratada energia proveniente das fontes hídrica, térmica a biomassa, solar fotovoltaico e eólica, com previsão de entrega de energia para janeiro de 2021. Este leilão era muito esperado pelo setor, visto que passaram-se quase dois anos sem a realização dos certames. A demanda solicitada pela distribuidoras ficou abaixo do esperado, segundo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Eduardo Azevedo, mas um cancelamento do leilão teria um impacto pior no mercado de energia.

O leilão foi marcado por uma estratégia bastante agressiva por parte dos desenvolvedores, que chegaram em preços bastante baixos, oferecendo deságios altíssimos para todas as fontes participantes. O maior deságio foi para a fonte eólica, com valor de 60,9 % para os projetos Vila Paraíba II e Vila Paraíba III da Voltália, localizados no Rio Grande do Norte. Confira os vencedores do leilão na imagem abaixo.

O destaque no leilão foi para a fonte solar fotovoltaica, que arrematou 85% dos lotes comercializados, totalizando 574 MW de potência, conseguindo abaixar o preço a R$ 143,50 para o empreendimento SERTAO SOLAR BARREIRAS II. No total a fonte solar vendeu 1.702 lotes com 172,6 MWm de garantia física. Considerando taxa de câmbio do dia 18/12/2017 (3.28), estes empreendimentos negociaram energia a 43.8 U$/MWh.

Entre os vencedores estão gigantes do setor como Enel Green Power e AES Tietê. Os empreendimentos vencedores do leilão estão cadastrados na base de dados do ePowerBay e estão localizados geograficamente de acordo com a imagem.

A demanda solicitada pelas distribuidoras de energia ficou bem abaixo dos 1 GW esperados pelo governo, de acordo com levantamento feito em abril deste ano. Apenas 7 declararam necessidade. As distribuidoras compradoras da energia comercializada são CEA do Amapá, CEAL de Alagoas, Coelba da Bahia, Copel D do Paraná, EDP do Espírito Santo e Elektro de São Paulo.

No gráfico a seguir estão apresentados o preço inicial e preço de venda da energia juntamente com o deságio médio registrado por fonte. A potência comercializada por quantidade, de fonte hídrica, tem contratos de 30 anos, já a potência comercializada por disponibilidade, as fontes térmica, eólica e solar, tem contratos de 20 anos.

A seguir estão apresentadas as características técnicas e o valor de ICB dos projetos solares organizados por clusters.

ANÁLISE DETALHADA DOS PROJETOS

Água Vermelha IV, V e VI - 93.7 MWp

Sertão Solar Barreiras I, II, III e IV - 117.6 MWp

São Gonçalo 1, 2, 3, 4, 5, 10, 21 e 22 - 387,8 MWp

Solar Salgueiro, II e III - 112.5 MWp

Brígida, 2 - 79 MWp

Jalles Machado - 25 MW

Vila Paraíba II e III - 64 MW


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